A cultura do algodão, desde a década de 1980, é um desafio para a população do semiárido e, em especial, para o Ceará, histórico produtor dessa cultura. Os desafios são muitos e, pensando, nisso, ocorreu no último dia 22 o Encontro de Formação do Algodão em Consórcios Alimentares Agroecológicos, no Assentamento Alegre, município de Quixeramobim.
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Purão é uma comunidade rural que fica bem no caminho entre Itapipoca e Trairi, mas pertence ao segundo município. Lá vivem seu Moacir e dona Vera, em uma casa cor-de-rosa na qual, de cara, já dá pra ver a cisterna de placa de 16 mil litros do lado. Além desta eles têm outra cisterna, calçadão, com a qual cultivam seu quintal produtivo. O casal tem dois filhos, mas quem cuida mesmo das plantas são eles, pois os jovens estudam e trabalham nas sedes dos municípios de Itapipoca e Trairi.
O chuvoso 29 de março foi um dia diferente. 11 agricultores e agricultoras familiares beneficiários do Projeto Cisternas de Enxurradas, realizado no território pelo CETRA em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. As expectativas eram muitos, mas em todos a vontade de ver um quintal produtivo já estabelecido e aprender coisas novas.
Seu Moacir já começa explicando que este é um trabalho que você só faz se quiser mesmo e se gostar. A cisterna calçadão chegou lá faz mais ou menos um ano e, junto, os técnicos construíram dois canteiros. Ele construiu mais quatro, comprou as sementes e começou a produzir. Hoje o quintal tem coentro, cebolinha, alface, pimentão, cidreira, couve, boldo e duas espécies de mamão, dentre outras espécies. A horta já dá para o consumo da família e ainda tem o excedente, que ele vende todos os sábados na própria comunidade, afinal “não ia adiantar eu vender na Feira no Trairi ou na Itapipoca e o pessoal daqui do lado ter que ir até lá, se eu posso vender aqui”, explica.
Quanto ao manejo, ele conseguiu adaptar bem ao solo praieiro da região. Utiliza estrume de cabra nos canteiros, além de, quando vai capinar, não joga fora o mato, mas coloca ele para debaixo da terra para servir de adubo também. Geralmente gasta 600 litros de água por dia para agoar o quintal com um regador de manhãzinha e ao final da tarde. Este ano vai testar uma experiência e forrar a parte de baixo do canteiro com barro e bagana de carnaúba, além de colocar a bagana por cima para, tudo junto, reter mais e umidade e tentar economizar mais água.
Essa não é a primeira experiência que seu Moacir faz em seu quintal. Já experimentou colocar uma lona embaixo do canteiro para não deixar a água escoar demais pela arenosidade do solo. Também faz uma proteção em seus canteiros, colocando folha de coqueiro apoiada em estacas e formando um “teto” para que o sol não chegue muito em algumas plantas, como o coentro, que são mais sensíveis.
Depois do almoço, foi a hora de conversar. Seu Franciné Diniz estava muito empolgado com a visita. “Andando é que a gente vê e descobre as coisas”, afirma ele, que descobriu na visita as vantagens de cultivar o tomate cereja, que antes ele achava que era frutinha do mato e não dava para nada. Ele diz que gostou de tudo o que viu na primeira vez em que esteve em um quintal produtivo e que volta muito animado para começar o seu. “Também quero receber um intercâmbio um dia”, finaliza ele.
Dona Carmelita, da comunidade Lundu, município de Miraíma, quase não ia receber a cisterna de enxurrada por causa do tamanho do seu quintal, que era muito pequeno. Ela diz que achava ia entrar em depressão se não desse certo e, em cada etapa, ia mais feliz. Assim foi para o intercâmbio, porque quer aproveitar cada pedacinho do seu quintal. E aprendeu muita coisa, “principalmente aquele negócio de colocar a palhas suspensas, porque eu colocava quase em cima do coentro, mas agora vou fazer que nem o seu Moacir”. Dona Carmelita diz também que já tem várias fruteiras em seu quintal, como manga, acerola, caju e ciriguela, e agora está muito interessada em plantar verduras.
Quem também se empolgou foi dona Rita de Sousa. Ela já está levando as sementes de tomate cereja para plantar no quintal, além da ideia de montar as cobertas do coentro com palha de coqueiro e estacas. “Sou eu quem vai cuidar do meu quintal, por isso gostei demais de ter vindo. Fiquei ainda mais animada para ver o meu pronto!”, exclama.
Josivaldo de Sousa, por sua vez, já tinha visitado um quintal em Amontada por ocasião de um curso no projeto Raiz. “Mas com certeza foi importante, estou voltando mais animado para montar o meu quintal”, conta ele. De novidade, Josivaldo diz que viu as plantas medicinais e achou importante, vai plantar também. “A gente tem que ter um pouco de tudo para poder consorciar”, explica.
Carlos Rodrigues foi representando a mãe. Ele voltou preparado para contar tudo, com a certeza de que ela vai se empolgar ainda mais. “Quando ela montar uma horta dessas, vai até botar uma rede lá dentro”, diz ele. Nessa história de mudança, quem também se animou foi Domingos Rodrigues: “se o seu Moacir quisesse, eu ficava morando aqui mais ele de tanto que gostei”.
Luis de Sousa acha que volta para casa com muito mais conhecimento. “Para quem não sabia como começar, o seu Moacir deu uma grande lição para a gente. Foi muito bom. Já estou levando a semente do tomate cereja, que eu também não conhecia, para começar as mudinhas”, comenta.
Seu Antônio Teixeira, que além de agricultor é conselheiro do Fórum Microrregional pela Vida no Semiárido de Itapipoca, já enxerga mais adiante. “Em vez de estar saindo e comprando, tem a hortaliça no quintal e já vai é virar o vendedor”, ele coloca. “Eu vejo também que é um programa certo para o semiárido do Nordeste, porque incentiva a família a trabalhar, a aumentar a produção e gerar renda”, finaliza.
E a ideia de seu Moacir é continuar nessa produção. “Enquanto Deus me der saúde…”, diz ele, enquanto se despede dos outros, depois de tirar de seu quintal várias mudas para os agricultores e agricultoras visitantes levarem. Afinal, o intercâmbio, além de trocar e construir conhecimentos coletivos, também é uma troca de afetos.
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A I Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará ocorreu nos dias 15 e 16 de março e foi coordenada por uma comissão estadual com 28 representantes da sociedade civil, envolvendo os movimentos sociais, sindicais, representantes de entidades executoras ATER, representação dos agricultores, quilombolas, indígenas, pescadores, juventude e poder publico. O evento reuniu 245 delegados, entre poder público e sociedade civil, eleitos nos 13 territórios rurais do Ceará nas Conferências Territoriais, além dos delegados natos da comissão estadual e conselheiros do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável.
Os grupos de trabalho discutiram o documento base da Conferência, com destaque para as chamadas públicas e os desafios em sua operacionalização. Desta Conferência, saíram propostas contemplando diversas questões, como gênero e agroecologia. Todas as propostas serão discutidas e concluídas em um único documento nacional durante a Conferência Nacional de ATER, que acontecerá entre 23 e 26 de abril, em Brasília, e na qual o Ceará será representado por uma delegação com 40 pessoas, sendo 13 do poder público e 27 da sociedade civil, estes divididos em 20 agricultores e agricultoras familiares e sete entidades executoras de ATER.
As sete entidades eleitas fazem parte da Rede Cearense de ATER e estão divididas entre quase todos os territórios rurais do Estado. Neila Santos, representante da Rede Cearense de ATER na comissão estadual e da coordenação colegiada do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador é delegada pelo CETRA, que representa os territórios do Sertão Central e Vales do Curu e Aracatiaçu. Ela avalia a Conferência Estadual como muito positiva. “As discussões, elaboraram propostas buscando atender a realidade dos agricultores e agricultoras e dos técnicos e técnicas que prestam a assistência. Estamos saindo para defender uma ATER continuada e permanente, adequada à realidade das famílias e que contemple as especificidades de cada local”, afirma ela.
Túlio Tárcio Coêlho, também da Rede Cearense de ATER e da coordenação da COPASAT, concorda quando diz que a esperança dessa Conferência Nacional é adequar a Lei de ATER à necessidade da agricultura familiar. Ele explica que o grande problema é o excesso de burocracia, a grande especificidade dos serviços da chamada pública e a não flexibilização desses serviços – “o pacotaço no qual a família não é sujeito, e isso é assistencialismo”. “A Lei de ATER foi construída com princípios contemporâneos, como a agroecologia, mas ela entravou na burocracia, não permite que o agente trabalhe com as demandas que nem sempre são programadas. A luta é para a Conferência avançar para um Plano não assistencialista. E essa é só a primeira, tem que ter sempre para ir se adequando”, acrescenta.
Leia MaisAndar pelo semiárido cearense proporciona visões muito diversas. Mais diversas ainda são as formas que as pessoas encontram de superar os empencilhos que aparecem, mostrando que criatividade e força de vontade para o trabalho dão certo e mostram que a terra de todo o semiárido é boa sim para cultivar.
Entre serra, sertão e praia, o território da cidadania Vales do Curu e Aracatiaçu consegue nos mostrar a diversidade de soluções que podem surgir para a questão do cultivo. A microrregião, assim como o território do Sertão Central, foi beneficiada com projetos de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), executados pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) em parceria com a Fundação Banco do Brasil.
Cada um com suas especificidades:
Na região praiana dos municípios de Paraipaba, Trairi e Paracuru existe a questão a porosidade do solo, para o qual o sistema de gotejamento encontra algumas debilidades. Por outro lado, a umidade relativa do ar é mais alta. Se faz muito necessária também a adubação do solo com matéria orgânica por causa da porosidade e de uma possível salinidade, devido à proximidade com o mar, então os canteiros adubados foram uma boa solução; é bom também deixar o mato cobrindo a terra para o solo não sofrer erosão.
Meruoca já se encontra em cima da serra. Lá é uma Área de Preservação Ambiental (APA), então há tempos se deixou de queimar roçado. A terra é vermelha e mais consistente, parecida com o barro, além de muito úmida. A maior parte dos PAIS lá vão se misturando com a mata nativa que também é bem presente no quintal. O sistema de irrigação de gotejamento dá certo e ajuda na economia de água.
Amontada está no sertão. Lá, dá mais trabalho montar os canteiros circulares, porque o barro é duro de cavar e revolver – nada que mais dias de trabalho não resolvam. O sistema de gotejamento funciona perfeito, pois a gota que sai se espalha e agoar o canteiro todo precisa de pouca água. Além disso, como a umidade do ar é baixa, é bom molhar as folhas. Para quem cria animais, vale a pena cercar o PAIS e deixar os bichos soltos.
No final, todos satisfeitos.
Em breves minutos de conversa com qualquer uma das famílias beneficiárias se escuta que a vida de cada uma delas mudou. E pra melhor. Legumes e verduras que antes eram esporádicos passaram a ser parte do cardápio diário, proporcionando uma alimentação mais saudável. Há quem crie galinhas para comer, há quem crie galinhas para pôr ovos, mas em ambos os casos a proteína da alimentação também está garantida. Lucros, podemos contabilizar os monetários, como a venda do excedente da produção em mercados, feiras e programas governamentais de aquisição de alimentos, e os não-monetários, uma vez que as famílias também deixaram de comprar vários alimentos porque passaram a produzir em casa. Podemos dar destaque também para a questão da qualidade de vida a partir da mudança da forma de manejar a produção, deixando o tempo mais livre para as pessoas se dedicarem a outras ocupações.
Além disso, entra o aproveitamento dentro do próprio sistema. Matéria orgânica e esterco de galinha vira adubo – e estrume de galinha é uma maravilha para plantar cebolinha. O que sobra da horta também vai alimentar os animais, o que dá mais saúde para eles e economiza também na ração. Defensivos, só os naturais, feitos de plantas que se encontram nas proximidades, como o álcool com castanha e o produzido a partir do nim.
O PAIS se integra aos quintais das famílias – ou é ele mesmo o próprio quintal. Fortalece a ideia de que o semiárido cearense é terra boa, de produção. Cada família deu a sua cara para os canteiros circulares. Perto das hortaliças, tem plantas medicinais, tem milho e feijão – provando que o roçado não é a única alternativa, tem flores para atrair as abelhas, tem até amora, uma fruta considerada de climas frios. E tudo dá.
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“Queremos cisternas de placa!” foi a principal palavra de ordem da mobilização pela convivência com o semiárido, que reuniu ontem, quinta-feira (22), mais de 1500 pessoas na av. Bezerra de Menezes. A partir das 7 da manhã, agricultores e agricultoras vindos de todo o Ceará participaram do ato público que caminhou da igreja São Gerardo até a Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. Na ocasião também foi comemorado o encerramento da semana das águas como celebração do direito do acesso à água, conquistado pelas famílias com a convivência com o semiárido.
Essa história já é longa. No final da década de 1990 surge a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA-Brasil) com seu Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC), cuja meta era construir 1 milhão de cisternas de 16 mil litros no meio rural do semiárido para armazenar água da chuva e esta ser consumida pela família para beber e cozinhar pelos meses que não chovem. Tempos depois começava o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que armazena água para ser utilizada na área de produção para irrigar frutas, verduras e hortaliças. Além disso, em ambos os projetos, existem os processos de mobilização e capacitação das famílias, nos quais são explicados os projetos e acontecem os cursos de como melhor utilizar e economizar a água.
As metodologias e eficiência de ambos os projetos estão testadas e aprovadas pelos agricultores. Raimundo Oliveira é um dos inúmeros exemplo disso. Agricultor de Tauá, ele tem tanto a cisterna de água de beber como a de água de produzir. Para ele, as mudanças foram grandes: a água potável da cisterna de placas representa a saúde que veio para sua família. Já a água de produção foi a realização de um sonho, pois só então ele pode cultivar hortaliças. “Hoje já tenho até um ponto no mercado, onde todo dia vou vender minhas verduras, melhorou muito a renda depois dessa cisterna calçadão”, explica ele.
Outra vida que mudou foi a de Maria Natéria que, mesmo sem receber nenhuma cisterna, também foi beneficiada. Ela fez o curso de capacitação de pedreiros em 2007, no município de Ipueiras e, de lá para cá, complementa a renda de casa construindo cisternas. “O serviço é pesado, mas é bom se envolver nesses movimentos, a gente vai participando e aprendendo”, conta.
Em dezembro passado, porém, o Ministério do Desenvolvimento Social colocou todas essas experiências em xeque quando começou o projeto de implementar cisternas de plástico polietileno para facilitar o acesso à água sobre o argumento de agilizar o processo. Pouco depois, a ASA organizou uma mobilização nacional que reuniu mais de 15 mil pessoas e diversas instituições em Petrolina (PE). Hoje foi a vez dos agricultores e organizações do Ceará, que já haviam estado presentes na outra ocasião, reafirmarem que cisterna tem que ser de placa.
“A cisterna de plástico custa mais, é mais que o dobro da de placa, é gastar o dinheiro público numa coisa que a gente não sabe se vai dar certo. Além disso, está deixando de fazer o dinheiro circular na comunidade, porque você compra o cimento e o supercal nas comunidades, e agora esse dinheiro vai para as empresas. E se quebrar? A de placa, todo mundo sabe consertar”, argumenta Raimundo.
Nonato Freitas é representante do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Paraipaba, que é um município que não está no semiárido considerado legal. Ele explica que, apesar disso, existem vários problemas com água e precisa muito de cisternas, pois lá têm várias comunidades sem água potável. Mas tem que ser cisterna de placa, pois “no verão, no calor do Ceará, na cisterna de placa a água está sempre fria dentro. Imagina a de plástico, como não vai ficar quente essa água?”, questiona. Ele ainda acrescenta a questão de gerar emprego e renda nas comunidades.
Muito acordo tem José Barbosa, agricultor de Ibaretama, da comunidade Sítio Cajueiro. “Tanto a gente precisa do trabalho, como o projeto precisa do nosso trabalho. A cisterna de plástico não precisa do pedreiro e aí complica pra gente, porque é uma fonte de renda”, explica ele.
E vão surgindo novos elementos. Para Alessandro Nunes, da coordenação executiva do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido, a maior perda simbólica é a da cidadania, pois os processos de mobilização de construção de cisternas coloca as famílias como protagonistas de sua própria segurança hídrica.
Josefina Duarte, animadora de campo do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador e pedreira de cisternas, vai na mesma linha. Ela explica que “essa coisa de o governo só entregar as coisas na mão, sem colocar as pessoas para participar do processo é muito complicada. Já conheço história de gente que ia sair do semiárido e ficou lá porque construiu uma cisterna, entendeu, se apegou a ela. Quando você só recebe, é mais difícil dar valor”, conta.
“Já são 100 mil cisternas construídas no Ceará. Mais de 500 mil pessoas beneficiadas, com acesso à água potável, além de comunidades, e o próprio estado, porque a compra de material também gera divisas. Não faz sentido comprar uma cisterna que custa mais que o dobro, porque a de plástico sai por 5 mil reais, enquanto a de placa custa R$2080. Aqui no Ceará já fizemos cisterna de placa por R$ 1800, então é um gasto de dinheiro público desnecessário”, argumenta Cristina Nascimento, coordenadora da ASA. E ela ainda joga valores não monetários, como os benefícios trazidos pelos processos, como a autonomia, a organização da comunidade, pois as cisternas são construídas em mutirão, e a auto-estima dos agricultores. “A velocidade das cisternas de plástico não compensa isso”, finaliza.
Após a mobilização, às 14 horas, aconteceu uma reunião com o secretário Nelson Martins na qual estiveram presentes a coordenação do Fórum Cearense pela Vida no Semiárido e representantes de cada uma das microrregiões. Lá, o secretário garantiu que não iria extinguir as cisternas de placas, mas também não tinha como se ausentar das de plástico, pois o programa é nacional.
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