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	<description>Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador</description>
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		<title>Riacho do Meio: troca de conhecimentos e coletividade</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 01:57:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Riacho do Meio é uma comunidade que fica entre Choró-Limão e Quixadá, pertinho da estrada. Lá moram homens e mulheres que trabalham na agricultura familiar e se reúnem, desde 1995, na Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Riacho do Meio. Foi na recém-construída sede da Associação que agricultores vindos dos assentamentos Cachoeira Cercada, Suiça e Cacimba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cetra.org.br/noticias/riacho-do-meio-troca-de-conhecimentos-e-coletividade/attachment/dsc02115/" rel="attachment wp-att-1058"><img class="aligncenter  wp-image-1058" title="DSC02115" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC02115-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p>Riacho do Meio é uma comunidade que fica entre Choró-Limão e Quixadá, pertinho da estrada. Lá moram homens e mulheres que trabalham<span id="more-1057"></span> na agricultura familiar e se reúnem, desde 1995, na Associação Comunitária dos Agricultores Familiares do Riacho do Meio. Foi na recém-construída sede da Associação que agricultores vindos dos assentamentos Cachoeira Cercada, Suiça e Cacimba de Dentro se encontraram para conhecer a área produtiva de seu João Félix Sousa como mais um dos intercâmbios do Projeto Cisternas de Enxurrada.<br />
Seu João Felix tem 47 anos e começou a produzir de forma agroecológica em 2004. Em sua casa, vive com a esposa Antônia, de 42 anos e três dos quatro filhos que o casal teve, sendo que a filha mais velha mora em Juazeiro do Norte e um dos filhos estuda na Escola da Família Agrícola (EFA), onde aprende em cima de princípios agroecológicos. Mesmo antes de 2004, Seu João já gostaria de trabalhar sem usar agrotóxicos, mas não sabia como e o projeto de consórcios que chegou à comunidade, levando princípios agroecológicos, foi a solução.</p>
<p>De lá pra cá muita coisa já se passou. Hoje a área de seu João forma um grande quintal cheio de subsistemas integrados. Tem a parte dos consórcios, a qual ele está preparando o plantio deste ano e em cuja área ainda tem plantados vários pés de nim que ele usa para fazer defensivos naturais para plantas e animais e ainda a madeira para construir cercas, a cisterna calçadão com hortaliças nas proximidades e uma pequena coberta que abriga as caixas de abelha jandaíra criadas pela mulher, da onde ela tira o mel e o pólem. Dona Antônia explica que as abelhas tem uma função muito importante no sistema da área como um todo, pois elas, além de fornecer alimentação e conservar a especíe que está em extinção, contribuem com a polinização do resto do quintal.</p>
<p>A comunidade ainda tem uma casa de sementes, construída com muita dificuldade, especialmente no princípio. Seu João conta que começou a participar de reuniões em Quixadá e, lá, discutir a questão das sementes transgênicas. Quando voltou para Riacho do Meio, foi com a ideia da casa para conservar as sementes crioulas, mas, depois de três tentativas de reunir, apenas 12 pessoas se interessaram. Tocaram o projeto assim mesmo e hoje já tem 28 sócios. &#8220;A maior parte das pessoas só vai dar valor quando vier a seca&#8221;, afirma seu João. E explica que a casa de sementes é também a construção de independência, pois qualquer sócio pode pegar e plantar a qualquer momento, desde que siga os critérios decididos coletivamente, sem burocracia.</p>
<p>Seu Chico, assentado do Cacimba de Dentro e beneficiário do Projeto Cisternas de Enxurrada, diz que vai levar uma grande experiência dessa visita. &#8220;Aquilo é uma escola para nós, ver o quintal do seu João. Quando eu repassar para os companheiros da minha comunidade, vão me chamar de doido, mas eu não ligo. Tem como fazer isso na nossa área, é só preservar&#8221;, diz ele. Seu João dialoga, contando que também foi chamado de doido muitas vezes quando começou sua produção, mas também não ligou e hoje todo mundo vê como deu certo e ele reitera: &#8220;eu pretendo trabalhar minha vida inteira ali, não preciso mais brocar mata, mudar de área&#8221;.</p>
<p>Francisco Dantas, conhecido como Palito, também agricultor agroecológico do Riacho do Meio, conta que o uso de agrotóxico na comunidade chegava quase a 100% e hoje, dentre as 65 famílias que vivem ali, só duas ou três ainda fazem uso do veneno. Outra prova que o conhecimento foi compartilhado é quando seu João diz que &#8220;nosso povo hoje não tem mais interesse em brocar mata virgem&#8221;, complementado por Palito: &#8220;mesmo quem não planta em consórcio hoje usa os defensivos que a gente faz&#8221;.</p>
<p>Joana Paula Miranda é agricultora do Assentamento Suiça e também beneficiária do Projeto. Ela finalizou essa tarde de quinta empolgada. &#8220;Adorei, já tenho meu quintalzinho em casa, mas você indo para essas coisas você aprende a lidar. Com certeza vou começar a explorar mais as folhas do nim para cuidar das minhas árvores que estão com inseto&#8221;, conta ela.</p>
<p>Um dos destaques que seu João Félix dá para a agroecologia é a questão de toda a família trabalhando junta, fazendo alguma coisa na área que é comum e &#8220;isso evita que nossos jovens migrem do campo, porque mostra que eles podem crescer ficando aqui&#8221;. É possível ver isso quando conversamos com Francisco Edson, de 29 anos, que é o Diretor de Políticas Agrícolas e Meio Ambiente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Choró. Para Edson, a comunidade receber o intercâmbio é um motivo de muita alegria, porque traz uma visão diferenciada para o local e entre os próprios agricultores, aumentando a auto-estima de quem vive e trabalha lá. Além disso, ele acrescenta que &#8220;hoje esses programas estão chegando ao seu público-alvo de verdade e isso é muito bom&#8221; e destaca que a organização comunitária ajuda muito, citando como exemplo o fato de, pela Associação, eles já haverem conseguido três fontes de água pelo Projeto São José.</p>
<p>Seu João finaliza fazendo uma correlação entre o que aconteceu hoje e sua própria história. &#8220;Para mim, o primeiro intercâmbio que fui foi uma porta de entrada. As pessoas vem, vêem e passam a acreditar&#8221;, conta ele, exeplicando que, indo conhecer uma área que faz a mesma coisa que você quer fazer, você vê que dá certo de verdade. &#8220;Hoje eu faço intercâmbio quase direto: nas comunidades, até nas conversas quando estão falando de agrotóxicos e transgênicos, porque como eu faço agroecologia eu sei que as coisas dão certo de outro jeito e até onde eu sei eu vou falando, me meto na conversa mesmo&#8221;.</p>
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		<title>&#8220;Contação de história e imaginário de Possibilidades&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 22:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se os livros são bons amigos que nos convidam à viajar, uma oficina de contação de histórias pode complementar esse passeio com a dinâmica corporal, alçando a imaginação à vôos ainda mais altos. A oficina  de arte com este foco  foi realizada no Assentamento Escalvado, nos dias 14 e 15 de fevereiro, facilitada pela arte-educadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cetra.org.br/noticias/contacao-de-historia-e-imaginario-de-possibilidades/attachment/sam_2171/" rel="attachment wp-att-1045"><img class="aligncenter  wp-image-1045" title="SAM_2171" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/SAM_2171-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Se os livros são bons amigos que nos convidam à viajar, uma oficina de contação de histórias pode complementar esse passeio com a dinâmica corporal, alçando a imaginação à vôos ainda mais altos.<span id="more-1044"></span> A oficina  de arte com este foco  foi realizada no Assentamento Escalvado, nos dias 14 e 15 de fevereiro, facilitada pela arte-educadora Flávia Cavalcante como uma das ações do projeto Assentamentos em Ação, realizado pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com o apoio do Insitituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Foram jovens e adultos reunidos no objetivo de fortalecer o Pontinho de Leitura e mobilizar ações culturais para o assentamento. Outro ponto-chave foi trabalhar e icentivar a dinâmica da oralidade, uma das formas mais antigas de contar histórias e fortemente presente nas culturas tradicionais. O momento ainda pode contar com as crianças que se agregaram ao espaço, com interesse e curiosidade no fazer artístico. Foram vários momentos de aprendizagem. Técnicas de narração, canções infantis e expressão corporal e vocal foram alguns dos temas abordados e trabalhados. Ainda como estímulo, foram passados dois documentários : &#8220;Histórias&#8221; e &#8220;Doutores da Alegria&#8221;. Na mesma ocasião realizou-se um momento coletivo de contação de história e puderam ser apreciados novos meios e formas de trazer o lúdico para o encantamento das histórias.</p>
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		<title>Projeto Assentamentos em Ação realiza oficina de arte</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 22:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos dias 30 e 31 de janeiro o Assentamento Macaco, em Itapipoca, ficou cheio de cores. O acontecimento foi a realização de uma oficina de arte, cultura e educação, facilitada por Flávia Cavalcante, arte-educadora do Projeto Assentamentos em Ação, realizado no local pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cetra.org.br/noticias/projeto-assentamentos-em-acao-realiza-oficina-de-arte/attachment/dsc00379-2/" rel="attachment wp-att-1041"><img class="aligncenter size-full wp-image-1041" title="DSC00379" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC003791.jpg" alt="" width="448" height="282" /></a></p>
<p>Nos dias 30 e 31 de janeiro o Assentamento Macaco, em Itapipoca, ficou cheio de cores. O acontecimento foi a realização de uma oficina de arte, cultura e educação<span id="more-1036"></span>, facilitada por Flávia Cavalcante, arte-educadora do Projeto Assentamentos em Ação, realizado no local pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). A oficina foi elaborada a partir da necessidade do assentamento, que já contava com dois grupos de coral ativos, ambos com origem religiosas, sendo um católico e o outro evangélico. A partir daí, elaborou-se e realizou-se uma oficina de Canto Coral da Música Popular. Foram crianças, jovens e adultos que participaram da oficina tiveram a possibilidade de conhecer técnicas vocais, técnicas de respiração, dicção e divisão das vozes. Todas as músicas praticadas tinham origens populares, compostas por nomes como Luíz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e músicas de domínio público. O grupo foi convidado a se apresentar no dia do aniversário do Assentamento, que completará no dia 12 de março 25 anos. Por fim, muitos grupos se sentiram estimulados a dar continuidade as técnicas de canto dentro dos grupos de Corais das suas respectivas igrejas, compartilhando o conhecimento com aqueles que não estavam na oficina e contribuindo para o aperfeiçoamento dos grupos.</p>
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		<title>Carnaubal de agroecologia e alegria</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 21:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É mais ou menos uma hora de estrada da sede de Canidé pra chegar na comunidade de Carnaubal. A casa onde seu Lindomar Leitão vive com a esposa Angerlânia e as filhas Natália e Nayara tem um quintal produtivo onde ele cultiva de forma agroecológica. Começou a plantar sem usar veneno porque era caro, depois, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.cetra.org.br/destaques/carnaubal-de-agroecologia-e-alegria/attachment/dsc01998/" rel="attachment wp-att-1026"><img class="aligncenter  wp-image-1026" title="DSC01998" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC01998-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p>É mais ou menos uma hora de estrada da sede de Canidé pra chegar na comunidade de Carnaubal. A casa onde seu Lindomar Leitão vive com a esposa Angerlânia e as filhas Natália e Nayara tem um quintal produtivo onde ele cultiva de forma agroecológica. Começou a plantar sem usar veneno porque era caro, depois, com as campanhas de conscientização, viu que era ruim e a prática provou que não precisava. O quintal produtivo já o fez parar de comprar as verduras no mercado: mamão, coentro, cebolinha, pimenta de cheiro, pimentão&#8230; Tudo vai da terra direto para a mesa. E, o que sobra, para a Feira da Agricultura Familiar, todas as quartas-feiras na Praça Azul, no centro da cidade.</p>
<p>Na terça, dia 14 de fevereiro, seu Lindomar foi fazer uma experiência diferente no seu quintal. Ele recebeu 19 agricultores e agricultoras vindos do Assentamento Todos os Santos e das comunidades Cacimba Nova e Fresco dos Almeidas, além dos técnicos do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) para um intercâmbio. A ideia era conhecer essa área produtiva, o quintal, porque estes agricultores visitantes são todos beneficiários do Projeto Cisternas de Enxurrada e vão, agora, começa a cultivar seu próprio quintal agroecológico. Visitar a experiência do seu Lindomar foi uma das etapas do processo, que já contou com um curso de formação e ainda tem um intercâmbio interestadual.</p>
<p>O ânimo é geral, mesmo antes da visita. Um exemplo é Gilson Barbosa, assentado do Todos os Santos. Ele diz que adora plantar e criar e já desenhou no mapa como quer seu quintal formado. &#8220;Aqui é onde vou plantar as frutas, aqui eu planto as hortaliças, aqui eu chamo minha farmácia viva e aqui é o meu roçado, tudo perto da casa&#8221;, explica ele, apontando no papel.</p>
<p>Seu Lindomar começa a contar sua trajetória. Ele diz que, primeiro, a maior dificuldade do plantio é a água, &#8220;se tiver é só querer que dá certo&#8221;. E como Carnaubal tem um açude, a vontade deu certo. Ele planta consorciado pimenta de cheiro e pimentão, que &#8220;aí as pragas se dividem também e um aproveita a água do outro&#8221;. O mato serve como adubo orgânico e ajuda a mantar a umidade perto da terra. Ensina também que no canteiro você economiza adubo e trabalho se colocar o estrume só na vala em que vai plantar, daí dá para aproveitar o canteiro o ano todo, é só ir ajeitando. Para garantir, ainda coloca uma garrafa de vidro virada de cabeça para baixo em um pedaço de pau &#8211; &#8220;afasta o mau olhado, quando você tem um canteiro bonito, diz que é bom&#8221;. Depois do quintal do seu Lindomar, todos foram conhecer o quintal do pai dele, seu João, que mora ao lado. Os altos pés de mamão e as grandes goiabas e bananas deixaram todo mundo ainda mais empolgado.</p>
<p>Passada a visita, foi numa metodologia de roda de conversa que todo mundo deixou suas impressões. Para Braz Cavalcante, do Assentamento Todos os Santos, foi muito interessante a forma de organizar, colocando tudo nos canteiros. &#8220;Eu acho que a experiência mais importante foi a do estrumo, de colocar só onde planta e não no canteiro todo&#8221;. Gilson também destaca que as plantas servem não só como alimento, mas como medicina.</p>
<p>Rita da Silva, do mesmo assentamento, diz que &#8220;com certeza vou colocar o estrumo só nas valetas, que nem eu aprendi com o seu Lindomar&#8221;. Ela e a irmã, Francisca &#8211; mas que todo mundo conhece como Adriana, não conheciam essa metodologia dos canteiros e agora estão ansiosas que seus quintais comecem para poder aplicar. No começo, ambas ficaram meio desconfiadas, mas depois do curso do projeto começaram a achar que ia dar certo mesmo. Hoje as duas trabalham em casa e ajudam os respectivos maridos nos roçados, mas quando o quintal chegar as coisas vão ser diferentes. &#8220;Vai ser o meu canto&#8221;, diz Adriana, &#8220;mesmo que o marido ajude, como ele já ajudou limpando&#8221;. Ainda sobre o intercâmbio, Adriana leva outro lado: &#8220;é muito bom. A gente demora muito para sair de casa, então é tudo novidade: vir, ver o caminho e a casa do seu Lindomar, conversar&#8230;&#8221;</p>
<p>Albertina Carneiro é da comunidade Cacimba Nova. Ela diz que logo quando chegar vai &#8220;passar para o marido a história dos canteiros, de colocar o estrume só na valeta, para ele economizar adubo e trabalho&#8221;. Ela e os dois filhos já ajudam o companheiro na plantação, perto do Rio Xinuaquê, e também já planta um pouquinho no seu quintal por isso se interessou pela ideia das cisternas de enxurrada e quis participar do projeto. Além disso, eles não usam agrotóxicos nem queimam nada. Quando os problemas vão aparecendo, eles vão inventando.</p>
<p>Depois da troca de impressões, foi o momento lúdico, de cada grupo desenhar o mapa do quintal que haviam visitado. Apresentaram, apontaram um ao outro, &#8220;faltou isso&#8221;, &#8220;olha aquilo&#8221;, &#8220;isso tá no lugar errado&#8221;, mas sempre com companheirismo e diversão, elogiando também os mapas que os colegas haviam desenhado.</p>
<p>Ao final, a avaliação positiva foi geral. Todo mundo falou do aprendizado, de que era a hora de ver o que ia começar a fazer, mas também conhecer lugares novos, pessoas novas, fazer amizades, se divertir. Seu Lindomar que, quando foi marcado o intercâmbio, ficou imaginando como seria, mas gostou muito. &#8220;Tanto de receber o pessoal das outras comunidades como de receber os técnicos, porque aproxima da gente&#8221;, acrescenta. Ele diz que também aprendeu algumas coisas e finaliza: &#8220;se Deus quiser, quem sabe, a gente muda essa história do Canidé, muda essa política e faz até um galpão da agricultura familiar, que nem já tem em outras cidades&#8221;.</p>
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		<title>CETRA inicia intercâmbios do Projeto Cisternas de Enxurradas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 14:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[socioeconomia solidária]]></category>

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		<description><![CDATA[A proposta é trocar conhecimentos  sobre agroecologia para, a partir da experiência coletiva, levar ideias para o seu quintal. De amanhã até sexta as comunidades de Carnaúba, Santana da Cal, ambas em Canidé, Uruá, em Barreiras, Riacho do Meio e Croatá, as duas últimas em Choró, estarão sendo visitadas por agricultores beneficiários do Projeto Cisternas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta é trocar conhecimentos  sobre agroecologia para, a partir da experiência coletiva, levar ideias para o seu quintal. De amanhã até sexta as comunidades de Carnaúba, Santana da Cal, ambas em Canidé, Uruá, em Barreiras, Riacho do Meio e Croatá, as duas últimas em Choró, estarão sendo visitadas por agricultores beneficiários do Projeto Cisternas de Enxurradas<span id="more-1022"></span>, executado nos territórios Vales do Curu e Aracatiaçu, Sertão Central e Sertões de Canidé pelo CETRA em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário.<br />
As experiências visitadas são todas de quintais produtivos agroecológicos, nas quais poderão ser observadas diversas metodologias e experimentações na produção, aprofundando também o debate sobre organização comunitária e comercialização solidária.<br />
Para Josefina Duarte, animadora de campo do CETRA, esse processo é muito importante para as famílias que, ao serem beneficiadas pelo projeto, estão iniciando seu processo de transição agroecológica, pois elas vão ver um pouco da experiência de quem já está há um longo tempo nessa caminhada e &#8220;sentir com a experiência do outro o que está dando certo e pode dar certo no quintal deles também&#8221;.</p>
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		<title>Sertão Central realiza Conferência Territorial de ATER</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 21:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ATER]]></category>

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		<description><![CDATA[O tema era “ATER para Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Sustentável do Brasil Rural”. Mais de 100 pessoas estiveram presentes na Faculdade Católica Rainha do Sertão ao longo do dia de 09 de fevereiro de 2012 para discutir a temática, propor alterações no documento base e tirar delegados para a Conferência Estadual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cetra.org.br/destaques/sertao-central-realiza-conferencia-territorial-de-ater/attachment/dsc01940/" rel="attachment wp-att-1017"><img class="aligncenter  wp-image-1017" title="DSC01940" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC01940-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p>O tema era “ATER para Agricultura Familiar e Reforma Agrária e o Desenvolvimento Sustentável do Brasil Rural”. Mais de 100 pessoas estiveram presentes na Faculdade Católica Rainha do Sertão ao longo do dia de 09 de fevereiro de 2012 para discutir a temática, propor alterações no documento base e tirar delegados para a Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural a ser realizada no Fortaleza nos dias 15 e 16 de março.</p>
<p>O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nilson Lima, aponta que as conferências estão realmente conseguindo atingir o público alvo, de agricultores familiares e assentados da reforma agrária, e aponta a importância política da Assistência Técnica em fazer o elo entre as políticas públicas rurais que já existem e as que estão surgindo, garantindo sua execução e condução da melhor forma. Para ele o papel das Conferências de ATER agora é de diagnosticar as falhas para saná-las.</p>
<p>As Conferências Territoriais estão sendo realizadas em todos os 13 territórios rurais do Ceará como etapa a Estadual. Em todas elas, como explica Luciano Bezerra, membro da Comissão Estadual, está sendo discutido um documento-base pensado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF) na metodologia proposta pela Comissão. Entre agricultores e agricultoras familiares, poder público e organizações prestadoras de ATER foram discutidas e construídas as propostas do território Sertão Central a serem debatidas por todo o estado. As expectativas, desde o início, eram muitas. Geremias Gomes, da comunidade de Campo Alegre, estava lá para acompanhar as discussões e depois repassar para os outros. Ele destaca que é importante a troca de experiências e de como é o melhor jeito de levar as informações para os agricultores.</p>
<p>Quem também tem considerações sobre metodologia é o articulador territorial Paulo Ferreira. Para ele, esta é uma das grandes questões dessa conferência. “No território nós temos vários tipos e metodologias de assistência técnica, mais de quatro ou cinco metodologias diferenciadas. O público que é atendido tem uma grande diversidade de assistências técnicas e não tem um fórum ou diretrizes que elas se encontrem”, explica.</p>
<p>Depois das saudações e uma vez aprovado o regimento interno, o público se dividiu nos grupos de trabalho, separados por cinco grandes temáticas: ATER e o Desenvolvimento Rural Sustentável; ATER para a Diversidade da Agricultura Familiar e a Redução das Desigualdades; ATER e Políticas Públicas; Gestão, Financiamento, Demanda e Oferta dos Serviços de ATER e Metodologias e Abordagens de Extensão Rural. Todos saíram com muitas propostas, contemplando questões como a continuidade e permanência da assistência, os princípios agroecológicos e as demandas de grupos específicos.</p>
<p>Antônio Lopes é agricultor e da Coordenação Nacional dos Quilombolas (CONAQ). Para ele, a Conferência tem importância por possibilitar a construção de um programa direcionado para atender as especificidades de povos tradicionais, cada um de acordo com sua realidade e cultura. “A assistência técnica de hoje avalia todos os tipos de agricultores iguais. Então da mesma forma de se trabalhar um assentamento se trabalha uma comunidade tradicional e elas são diferentes. A gente precisa de pessoas que conheça o povo para trabalhar lá”, destaca.</p>
<p>Outra questão abordada com força foi à garantia dos recursos públicos para a Assistência Técnica. Para Francisco Bezerra, articulador territorial do INCRA, esse ponto já teve avanços, mas ainda precisa de mais: “o grande desafio no passado era a falta de recurso e uma política pública para que ela fosse implementada. Agora é que ela tenha bons profissionais qualificados, tenha a continuidade do recurso e que ela preste um bom trabalho à agricultura familiar”.</p>
<p>Quem concorda que já houve melhoras é Helena Felisberto, agricultora da Comunidade Lages. Para ela, o destaque agora é a luta pela permanência do técnico na comunidade. “Uma das coisas que a gente encontra muita dificuldade é a constante renovação, essa coisa de o contrato estar sempre acabando e a gente estar sempre reiniciando, mostrando tudo de novo para aquele novo técnico que vem. A gente espera que esse documento aprovado hoje venha resolver isso”.</p>
<p>O ponto é que a Conferência de ATER oferece várias possibilidades. Para Neila Santos, representante do CETRA e da Rede Cearense de ATER na Comissão Estadual, uma delas é a oportunidade de discutir a chamadas públicas e apontar, na lei de ATER, elementos que ainda não atendam as necessidades das famílias. Ela concorda com a sensação de voltar para o ponto de partida apontada por Helena, mas em relação aos recursos, quando diz que a burocracia é tão grande que o sentimento é de estar sempre recomeçando. E ainda destaca: “a chamada pública é muito engessada e acaba não permitindo uma construção participativa por parte dos agricultores”.</p>
<p>Do Sertão Central saíram um total de 16 delegados para a Conferência Estadual, sendo um terço para o poder público e dois terços para a sociedade civil, esta ainda dividida em dois subgrupos: um de agricultores familiares, que saiu com oito delegados, inclusive dois agricultores de comunidades que o CETRA acompanha, sendo um deles Antônio, representante quilombola. O outro subgrupo é de entidades que prestam serviço de ATER, com mais três delegados contemplando diferentes instituições, dentre elas o CETRA.</p>
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		<title>Projeto de Mulheres realiza oficina de comercialização e negócios</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 21:23:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um momento de formação do Projeto Mulher Rural: Organização e Produção Agroecológica. Dessa vez, a pauta era comercialização e plano de negócios, uma vez que gerar renda é um elemento importante para a construção de relações igualitárias de gênero. Foram 33 mulheres dos municípios de Amontada, Itapajé, São Luís do Curu, Umirim, Itapipoca e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cetra.org.br/noticias/projeto-de-mulheres-realiza-oficina-de-comercializacao-e-negocios/attachment/sam_4947/" rel="attachment wp-att-1011"><img class="aligncenter size-full wp-image-1011" title="SAM_4947" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/SAM_4947.jpg" alt="" width="640" height="363" /></a></p>
<p>Mais um momento de formação do Projeto Mulher Rural: Organização e Produção Agroecológica. Dessa vez, a pauta era comercialização e plano de negócios, uma vez que gerar renda é um elemento importante para a construção<span id="more-1010"></span> de relações igualitárias de gênero. Foram 33 mulheres dos municípios de Amontada, Itapajé, São Luís do Curu, Umirim, Itapipoca e Miraíma que se reuniram nos dias 7 e 8 de fevereiro para participar dos debates sobre o tema.</p>
<p>O momento foi aproveitado para, também, debater a organização dos grupos e compartilhar as experiências e ações de cada uma. Muitos avanços foram apontados durante as discussões, como explica Maria de Fátima, agricultora e participante do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste, quando diz que hoje não se sente mais só, já que sua comunidade, Jenipapo, tem grupo de mulheres que participa que conseguiu quebrar as barreiras e sair de casa. Ainda nesse momento foram apresentadas questões sobre a importância do planejamento, do controle da atividade, do monitoramento e da avaliação para melhorar a atuação particular de cada grupo.</p>
<p>Quanto à comercialização foi destacada a experiência da Feira Agroecológica e Solidária de Itapipoca, pontuando os avanços e a necessidade de inserir mais mulheres nesse processo. O diálogo girou também em torno dos principais tipos de comércio, suas trajetórias e a forma como as mulheres tem se visto ao longo dessa história, as mudanças econômicas e sociais e o valores que vem prevalecendo na sociedade. O exercício contou ainda com a realização de uma feirinha improvisada na qual as mulheres aproveitaram para trocar conhecimentos a respeito dos produtos, desde o processo de fabricação até a qualidade destes e de seus aspectos visuais.</p>
<p>Essa oficina de Comercialização e Plano de Negócios ainda será realizada com outros  4 grupos, atingindo o horizonte das 160 mulheres que participam do projeto.</p>
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		<title>A mistura do urbano e do rural</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 13:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<category><![CDATA[30 anos]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram mais ou menos 20, entre jovens rurais do projeto Terra Viva: Um Novo Olhar sobre a Juventude Rural, realizado pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com apoio do Fundo Itaú de Excelência Social (FIES) e jovens urbanos dos cursos de fotojornalismo, mídia impressa e audiovisual CUCA Che Guevara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cetra.org.br/destaques/a-mistura-do-urbano-e-do-rural/attachment/dsc01885/" rel="attachment wp-att-1000"><img class="aligncenter  wp-image-1000" title="DSC01885" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/DSC01885-1024x768.jpg" alt="" width="614" height="461" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Foram mais ou menos 20, entre jovens rurais do projeto <a title="Terra Viva: um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural" href="http://www.cetra.org.br/projetos/conheca-os-projetos/terra-viva-um-novo-olhar-da-juventude-sobre-o-meio-rural/">Terra Viva: Um Novo Olhar sobre a Juventude Rural</a>, realizado pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com apoio do Fundo Itaú de Excelência Social (FIES) e jovens urbanos dos cursos de fotojornalismo, mídia impressa e audiovisual <a href="http://cucacheguevara.blogspot.com/">CUCA Che Guevara</a> (Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte) que, junto com amigos e convidados, lotaram uma mesa no Dona Chica Restaurante na última terça, 7 de fevereiro.</p>
<p style="text-align: left;">
O momento foi uma realização conjunta do CETRA e do CUCA para promover a troca de experiências entre as realidades da juventude do campo e da cidade através de uma Roda de Conversa. Com a oportunidade de falar livremente, o bom debate foi garantido, com várias questões colocadas, outra, desmistificadas, e, ainda, muita diversão, numa rica mistura adornada pelas fotografias da Exposição Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural, que fica montada no Dona Chica até 16 de fevereiro.</p>
<p style="text-align: left;">
Lazer, violência e família foram alguns dos temas abordados na conversa com perguntas e intervenções partindo de ambos os lados. As dificuldades que cada um enfrenta em seu meio, como os problemas de acesso e do transporte, também foi compartilhada, além de questões sobre os próprios projetos dos quais cada um participa e quais são suas possibilidades.</p>
<p style="text-align: left;">
Ao final, ficou o convite para visitar a exposição com orientações dos próprios retratistas. Mais de uma vez surgiu a ideia de uma atividade maior, um intercâmbio de vivência, no CUCA ou em algum espaço rural,  de forma tornar mais palpável aquilo que já foi compartilhado em conversas. O desafio está lançado.</p>
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		<title>Roda de Conversa reúne jovens rurais e urbanos</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 18:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o campo e a cidade se encontram, suas cores e seus sons se misturam, é certa a riqueza de elementos que essa troca traz. E o Dona Chica Restaurante, já colorido com as tonalidades do semiárido cearense, agora vai ser o palco de uma rica troca de experiências entre os jovens rurais retratistas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cetra.org.br/noticias/roda-de-conversa-reune-jovens-rurais-e-urbanos/attachment/cortedsc01917/" rel="attachment wp-att-1006"><img class="aligncenter  wp-image-1006" title="corteDSC01917" src="http://www.cetra.org.br/wp-content/uploads/2012/02/corteDSC01917-1024x453.jpg" alt="" width="614" height="272" /></a></p>
<p>Quando o campo e a cidade se encontram, suas cores e seus sons se misturam, é certa a riqueza de elementos que essa troca traz. <span id="more-995"></span>E o Dona Chica Restaurante, já colorido com as tonalidades do semiárido cearense, agora vai ser o palco de uma rica troca de experiências entre os jovens rurais retratistas da exposição itinerante, que deu origem a exposição itinerante, e jovens urbanos do curso de fotojornalismo do CUCA Che Guevara se encontram para discutir suas realidades a partir de elementos como religião, educação, lazer e trabalho. A Roda de Conversa acontece na terça, 7 de fevereiro, a partir das 18 horas. A exposição fica em cartaz até quarta-feira, 16 de fevereiro.</p>
<p>O Projeto Terra Viva: Um Novo Olhar sobre a Juventude Rural, realizado pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA), teve início em 2011 com o apoio do Fundo Itaú de Excelência Social (FIES) e trabalha para que a juventude rural dialogue com seu meio, enxergando-o como um espaço de possibilidades para crescimento e felicidade. Desta forma, vem a inserir novos elementos nesse espaço, como a comunicação, que vai trabalhar a identidade, tanto através das fotografias que estão na exposição como de uma oficina de comunicação virtual realizada no último final de semana e que deu origem ao blog  <a href="http://olhardajuventudeparaomeiorural.blogspot.com">olhardajuventudeparaomeiorural.blogspot.com</a>.</p>
<p>O Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (CUCA) Che Guevara, na Barra do Ceará, está em funcionamento desde 2009 e oferece diversos cursos gratuitos em áreas diferentes para jovens, proporcionando novos espaços e alternativas de desenvolvimento sócio-econômico e cultural. Os jovens que participarão desse intercâmbio são estudantes do curso de fotojornalismo, que começou em 2011 e proporciona experiências práticas e conhecimento técnico para jovens que desejam trabalhar a linguagem fotográfica em empresas de comunicação, assessoria de imprensa e eventos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></strong></p>
<p><strong>Roda de Conversa com jovens urbanos e rurais</strong></p>
<p><strong>Data: </strong>7 de fevereiro de 2012 – a partir das 18 horas</p>
<p><strong>Local: </strong>Dona Chica Restaurante – Av. da Universidade 2475</p>
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		<title>Olhar da Juventude sobre o Meio Rural</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 12:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanavidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[juventude]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Elza Braga A exposição fotográfica “Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural”, organizada pelo Cetra, constitui uma forma inovadora de envolver  20 jovens e disseminar como meio popular a expressão visual do cotidiano do campo. Resultado de uma oficina ministrada pelo jornalista e educador Elitiel Guedes, os jovens, ao produzirem as fotografia, trabalham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Elza Braga</em></p>
<p>A exposição fotográfica “Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural”, organizada pelo Cetra, constitui uma forma inovadora de envolver  20 jovens e disseminar como meio popular a expressão visual do cotidiano do campo.</p>
<p>Resultado de uma oficina ministrada pelo jornalista e educador Elitiel Guedes, os jovens, ao produzirem as fotografia, trabalham a identidade dos jovens no contexto do semiárido.<span id="more-989"></span> Para além da técnica a fotografia propõe criar espaços de reflexão e debate sobre o semiárido, explorando questões relacionadas às diferentes estratégias desenvolvidas pela agricultura familiar: a agroecologia, quintais produtivos, banco de sementes e o cuidado com a natureza.</p>
<p>A fotografia, ao se disseminar no meio popular como expressão visual, ela se democratiza e possibilita que outros olhares possam criar, se estender ao cotidiano e transformar cenários da vida “de todo dia”, em imagem fotográfica. Vale apreciar a seletividade de focos, destes 20 jovens, sobre as riquezas, as potencialidades e os desafios do semiárido rural.</p>
<p>A parceria entre Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) e a Fundação Itaú Social na região de Itapipoca permitiu, também, que as 46 fotografias produzidas por jovens seja itinerante. Além do seu espaço de lançamento em 25 de janeiro do ano em curso, percorrerá outros espaços, dentre eles a galeria da Assembléia Legislativa do Ceará.</p>
<p>*Elza Franco Braga é Conselheira do CONSEA Ceará e do CONSEA Nacional e professora da UFC.</p>
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