A 1ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (CNATER) foi realizada entre os dias 23 e 26 de abril de 2012, em Brasília e reuniu e envolveu trabalhadores rurais, povos tradicionais, organizações governamentais e não governamentais, e outros atores sociais.
Leia MaisA última segunda-feira, 7 de maio, ganhou sabores especiais no Assentamento Maceió.
Leia MaisA comunidade Salgado do Nicolau, do assentamento Várzea do Mundaú (Trairi-CE) entrou no ritmo das danças populares nos últimos dias 2 e 3 de maio.
Leia MaisO dia 3 de maio de 2012 ficará sempre marcado na história da assessoria técnica do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador. Nesta manhã, a equipe técnica do CETRA, acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Choró, chegou às comunidades de Cafundó e Escondido para mobilizar famílias a participarem do Projeto Caminhos da Sustentabilidade – ATER Semiárido.
As duas comunidades tem um acesso extremamente dificultoso, passando por pedras e córregos e, por isso, a conquista de políticas públicas também se torna esparsa.
Contrariando os mitos, as 30 famílias que moram por estas comunidades são produtoras e vivem de seu próprio jeito, convivendo com seus desafios. Em Cafundó, foram encontradas cacimbas d’água de boa qualidade para o consumo humano e cursos d’água para os diversos usos da família, além de criação de galinhas, vegetação nativa e plantio de hortaliças como atividades desenvolvidas pelas famílias.
No diálogo entre a instituição, através da técnica Maria Ivanilde, e as famílias agricultoras, foi demonstrado o desejo, por parte destas, da assistencia técnica rural em organização social e produtiva, mas também foi ressaltada a importância de respeitar a realidade local, pois aquelas pessoas tem a sua forma de conviver e interagir com o seu meio.
Finalizando a implantação de 150 tecnologias sociais de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) e o Instituto Antônio Conselheiro (IAC), com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB), realizaram, entre os dias 7 e 9 de maio, o I Encontro Estadual do PAIS. Na programação, pudemos contar com a presença de Cláudia Zulmira, da FBB, Silas Bastos, representando o secretário do Desenvolvimento Agrário Nelson Martins e Paulo Sucupira, por parte da superintendência do Banco do Brasil no Ceará.
A ideia foi reunir os agricultores e as agricultoras beneficiários, oriundos dos municípios de Paracuru, Paraipaba, Meruoca, Trairi, Amontada, Quixadá e Senador Pompeu, além de técnicos e técnicas e parceiros do projeto, num rico momento no qual o jeito de fazer agricultura no litoral, no sertão e na serra se torna a troca de saberes e sabores da agricultura agroecológica, promovendo o intercâmbio entre os agricultores e as agricultoras que vêm desenvolvendo experimentos com seus quintais produtivos com o objetivo de fortalecer e diversificar ainda mais suas experiências.
Desde a implantação, os resultados vêm sendo positivos, tanto financeiramente como na saúde e isso fica muito claro ao conversar com os agricultores, como Rita do Nascimento, da comunidade Novo Oriente, em Trairi, para quem o PAIS “mudou tudo”. Ela conta que já tinha o hábito de comer verdura, mas agora tem a diferença de não comprar mais e até vender para os vizinhos. Além disso, antes ela sofria de depressão, “queria algo para cuidar, chamar de meu, fazer do meu jeito e consegui isso com o PAIS. Antes eu tinha medo de sair de casa, agora vivo no mundo, tenho vontade de participar das coisas que eu já tinha era desistido de lutar por causa da depressão”, diz ela animada.
*O PAIS é um sistema de produção agrícola que une a criação de galinhas à horticultura em um esquema circular com irrigação integrada. A estratégia de reaplicar tecnologias sociais em geral vem sendo adotada pela FBB desde 2003, com foco na superação da pobreza por meio da geração de renda e educação e, a longo prazo, protagonismo social, solidariedade econômica, cuidado ambiental e respeito cultural.
Leia MaisO sol dessa quarta-feira, 9 de maio, em Itapipoca, ganhou um calor diferente desde o comecinho. O último dia do I Encontro Estadual do PAIS teve seu início logo de manhã, na Feira Agroecológica e Solidária de Itapipoca –
Leia MaisO Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador, em parceria com o Instituto Antônio Conselheiro e com o apoio da Fundação Banco do Brasil (FBB), iniciou nesta segunda-feira, 7 de maio, o I Encontro Estadual do PAIS, em Itapipoca. Reunindo 60 agricultores e agricultoras que representam boa parte das famílias participantes do projeto, além de técnicos e técnicas, com metodologia facilitada por Alexandre Merren, o Encontro segue até quarta-feira proporcionando uma série de discussões e construções coletivas de conhecimento entre todos os envolvidos.
Após a acolhida, a tarde foi de reflexões. O primeiro momento teve os depoimentos de Josilene, de Amontada, Neto, representando o grupo da Feira Agroecológica do distrito de São João dos Queirós (Quixadá) e Luciano, de Trairi, cada um contando sua experiência e o que mudou em sua vida depois do projeto PAIS.
Depois, a própria FBB, na pessoa de Cláudia Zulmira, se colocou sobre o projeto. Ela colocou a importância que as tecnologias sociais como a estratégia adotada pela Fundação para superação da pobreza, por serem soluções para problemas que vêm das pessoas que os vivenciam, além de destacar que estas tecnologias vem acompanhadas de outros pontos importantes, como o protagonismo social e o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, “o PAIS é uma forma de produzir alimentos em harmonia com o meio ambiente e utiliza o processo de transição agroecológica para recuperar conhecimentos antigos. Esta tecnologia vêm dando certo em todo o Brasil, sendo reaplicada para se adequar aos diferentes climas”, aponta.
Quem seguiu com a palavra foi Cristina Nascimento, da coordenação colegiada do CETRA, colocando a grande vitória que foi ampliar o trabalho para outros municípios, como Meruoca, Amontada, Paracuru e Paraipaba, através deste projeto. “O que estamos celebrando hoje é uma junção do trabalho de diversos atores, como técnicos, prefeituras e sindicatos, mas principalmente de agricultores e agricultoras que se colocaram no desafio”, explica, ela, que complementa: “essa mandala é uma ciranda que é de todos nós”. Além disso, destaca a importância na horizontalidade das relações entre agricultores e entre estes e o CETRA.
Sérgio Veríssimo, um dos coordenadores do projeto PAIS, destacou a forma como o projeto afetou as relações familiares, por passar a envolver toda a família trabalhando no mesmo espaço de produção, dividindo tarefas. Outro ponto abordado por ele foi a comercialização, que não foi tão focada, mas “o pouco que foi falado já surtiu resultado, tem muita gente vendendo na própria comunidade, e isso é bom, porque as comunidades rurais também precisam ser abastecidas.
Após as falas expositivas, os/as participantes foram divididos em seis grupos para discutir pontos comuns à todas as vivências, como segurança alimentar e nutricional, ampliação da renda familiar e organização comunitária, abordando as dificuldades e conquistas de cada um deles. Ao final do dia, todos, muito animados, se inscreveram nos intercâmbios desta terça-feira, indo dormir ansiosos para as visitações do dia seguinte.
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Agora o tema é agrotóxicos e saúde humana, com a contribuição da doutora Raquel Rigotto, pesquisadora e estudiosa do assunto.
O nosso espaço é o Quintal das Margaridas e, como sempre, na boca da noite!
Leia MaisA Exposição Itinerante “Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural” chegou à sua terceira edição. Depois de passar pela Assembleia Legislativa do Ceará e pelo Espaço Cultural Dona Chica, agora foi a vez do CUCA Che Guevara recebê-la e, mais uma vez, misturar as caras e cores do urbano e do rural, numa rica experiência de diálogo, contando com a presença dos jovens retratistas e de estudantes de cursos do CUCA.
Os autores das fotografias expostas são jovens participantes do Projeto Terra Viva: Um Novo Olhar sobre a Juventude Rural, realizado pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) desde 2011, com o apoio do Fundo Itaú de Excelência Social (FIES). O Projeto trabalha para que a juventude rural dialogue com seu meio, enxergando-o como um espaço de possibilidades para crescimento e felicidade e insere novos elementos, como a agroecologia e a comunicação. São jovens escrevendo sua própria história e contando-a para a sociedade.
E nesse contar de histórias, Fabiana Menezes, do assentamento Várzea do Mundaú, em Trairi, está aprendendo muito. Ela diz que é uma honra está lançando a exposição pela terceira vez, pois esta funciona quase como uma mídia para eles. “Além disso, a gente está valorizando cada vez mais o nosso local, que para a gente era normal, e a gente mesmo, aprendi isso com as fotos, que fui conhecendo mais e ficando com mais vontade de contribuir para o meu lugar”, explica ela.
Marden Moura, outro jovem participante do projeto, conta que esse contato com o meio urbano, através também da visita ao CUCA, o fez ver que as realidade rural e da cidade não são tão diferente. “A gente vê nos jovens daqui a mesma inquietação e vontade de ir atrás de transformar o mau olhado que a sociedade tem sobre eles”, observa ele.
Cristina Nascimento, da coordenação colegiada do CETRA, coloca que trabalhar com a juventude rural é uma das linhas estratégicas da ação da entidade e que o projeto criou com estes jovens uma relação muito bem-sucedida. Além disso, destaca que essa exposição ainda vai para as comunidades rurais dos autores, levando esse novo olhar também para as pessoas que convivem com eles no dia a dia, a começar por Itapipoca.
Enquanto está na metrópole, a exposição, porém, vai emocionando. “Teve até um senhor que trabalha aqui que passou pelo corredor e ficou com os olhos marejados, dizendo que lembrou do seu interior, que é desse jeito mesmo”, conta Nádia Sousa, supervisora do Núcleo de Comunicação Popular do CUCA. Para ela, o contraste de realidades que a exposição impõe ao Centro oferece também uma oportunidade de repensar essas realidades tão próximas, até porque “a exposição retrata o cotidiano desses jovens, não é um ensaio”.
Serviço
3ª edição da Exp. Itinerante Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural
Data: de 17 de abril de 201 – até o final de maio
Local: CUCA Che Guevara – Av. Presidente Castelo Branco, 6417
Leia MaisReconhecendo a importância e buscando potencializar ainda mais a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA), respondendo à chamada pública do Semiárido
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