Cada pessoa é sempre as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas” Gonzaguinha
As experiências vivenciadas por
agricultores e agricultoras do semi-árido
brasileiro fazem com que se rompa a idéia
do sertão seco, improdutivo, de pessoas de
rostos tristes que esperam o carro pipa
passar ou o pau de arara para levá-las aos
grandes centros urbanos.Foi ao longo do tempo que esses sujeitos aprenderam a conviver com o
semi-árido com seus limites e com as suas
possibilidades experimentando e desenvolvendo tecnologias de convivência e formas de manejo que não degradasse o meio ambiente.
No Ceará, são agora comuns as presenças das cisternas de placa,
barragens subterrâneas e outras formas de captação de água da chuva.
Associada a isso a produção agroecológica – livre de veneno e com diversidade de produtos garantem a segurança alimentar para muitas famílias em todo o estado. O melhor disso é que as experiências de cada agricultor e agricultora podem ser compartilhadas
através das visitas às áreas (unidades
familiares ou coletivas) e também nos
encontros territoriais.Vista de intercâmbio
realizado no I ETA em 2006.
É nesse sentido que o Fórum Micro- Regional pela Vida no Semi-Árido e a Rede de Agricultores/as agroecológico do território de Itapipoca, realizam o II Encontro Territorial de Agroecologia e Socioeconomia Solidária (II ETA),
com o tema: Agricultura Familiar: Produção Agroecológica e Comercialização Solidária no Semi-Árido Cearense.O encontro no seu primeiro anos reuniu em Itapipoca 144 agricultores/as,representantes dos movimentos
sociais e da sociedade civil.Nesse segundo ano o ETA
chega com mais força e expressões dos agricultores/as
experimentadores/as. Homens,mulheres e jovens vem de diferentes municípios que formam esse território
cujo o diferencial é a diversidade de culturas, é o povo da praia, do sertão e da serra que marca sua presença.
O encontro será realizado no período de 08 a 10 de agosto de 2007, no CETREDI, em Itapipoca/CE contará, na sua programação, com painéis, rodas
de conversa, visitas de intercâmbio para que os/as participantes possam conhecer os quintais agroecológicos, os sistemas agroflorestais, barragens
subterrâneas e outras unidades de manejo agroecológico. No ETA também será possível debater sobre as políticas públicas para a Agricultura Familiar e participar de uma feira agroecológica e solidária, com manifestações artísticas
da cultura cearense.
Vale a pena participar e partilhar das expressões, vivências e sabores
dos agricultores e agricultoras que constroem, coletivamente, novos conhecimentos e alternativas de convivência com o Semi-Árido
06/07/2007