A marcha das trabalhadoras rurais recebeu o nome de Marcha das Margaridas em homenagem à Margarida Maria Alves, assassinada em agosto de 1983, na porta de sua casa, a mando dos latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba. Margarida foi Presidente do STR de Alagoa Grande se destacando por lutar em defesa da garantia dos direitos dos trabalhadores/as rurais assalariados/as.
A Marcha das Margaridas é uma estratégia política construída pelas mulheres trabalhadoras rurais organizadas no Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), para combater a fome, a pobreza, a violência sexista e construir um novo Brasil com justiça, paz e igualdade de gênero. No ano 2000, fortalecendo a Marcha Mundial das Mulheres, foi realizada a primeira Marcha das Margaridas, que reuniu em Brasília 20 mil mulheres de todo o Brasil. Teve como lema: 2.000 Razões para Marchar - Contra a Fome, a Pobreza e a Violência Sexista.
Com a experiência acumulada na primeira edição, em 2000, foi possível construir a segunda Marcha das Margaridas, que aconteceu no ano de 2003. A partir daí foram criadas as condições para reunir, em Brasília, 40 mil participantes dos mais diversos lugares do País, sendo considerada a maior mobilização de massa organizada pelas mulheres trabalhadoras rurais no Brasil.
Em 2007, a meta é reunir, em Brasília, 50 mil trabalhadoras rurais, com a participação da Juventude Rural, de todo o País para a terceira Marcha das Margaridas. Com o lema: 2007 Razões para Marchar – Contra a Fome, a Pobreza e a Violência Sexista.
Principais propostas negociadas
Com a realização das duas Marchas das Margaridas, o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais teve como principais propostas negociadas:
• Título da Terra em nome do homem e da mulher;
• Criação da coordenadoria de Educação do campo;
• Ampliação da meta para implantação das Delegacias Especiais de Atenção às Mulheres;
• Projeto de Saúde Reprodutiva;
• Assistência Técnica com enfoque de gênero;
• Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural;
• Inclusão das Mulheres Trabalhadoras Rurais nos programas do Governo Federal;
• Manutenção dos Direitos das Trabalhadoras Rurais no seguro especial na Previdência Social.
Fonte: Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará – FETRAECE
09/02/2007