O dia 3 de maio de 2012 ficará sempre marcado na história da assessoria técnica do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador. Nesta manhã, a equipe técnica do CETRA, acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Choró, chegou às comunidades de Cafundó e Escondido para mobilizar famílias a participarem do Projeto Caminhos da Sustentabilidade – ATER Semiárido.
As duas comunidades tem um acesso extremamente dificultoso, passando por pedras e córregos e, por isso, a conquista de políticas públicas também se torna esparsa.
Contrariando os mitos, as 30 famílias que moram por estas comunidades são produtoras e vivem de seu próprio jeito, convivendo com seus desafios. Em Cafundó, foram encontradas cacimbas d’água de boa qualidade para o consumo humano e cursos d’água para os diversos usos da família, além de criação de galinhas, vegetação nativa e plantio de hortaliças como atividades desenvolvidas pelas famílias.
No diálogo entre a instituição, através da técnica Maria Ivanilde, e as famílias agricultoras, foi demonstrado o desejo, por parte destas, da assistencia técnica rural em organização social e produtiva, mas também foi ressaltada a importância de respeitar a realidade local, pois aquelas pessoas tem a sua forma de conviver e interagir com o seu meio.
Andar pelo semiárido cearense proporciona visões muito diversas. Mais diversas ainda são as formas que as pessoas encontram de superar os empencilhos que aparecem, mostrando que criatividade e força de vontade para o trabalho dão certo e mostram que a terra de todo o semiárido é boa sim para cultivar.
Entre serra, sertão e praia, o território da cidadania Vales do Curu e Aracatiaçu consegue nos mostrar a diversidade de soluções que podem surgir para a questão do cultivo. A microrregião, assim como o território do Sertão Central, foi beneficiada com projetos de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), executados pelo Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) em parceria com a Fundação Banco do Brasil.
Cada um com suas especificidades:
Na região praiana dos municípios de Paraipaba, Trairi e Paracuru existe a questão a porosidade do solo, para o qual o sistema de gotejamento encontra algumas debilidades. Por outro lado, a umidade relativa do ar é mais alta. Se faz muito necessária também a adubação do solo com matéria orgânica por causa da porosidade e de uma possível salinidade, devido à proximidade com o mar, então os canteiros adubados foram uma boa solução; é bom também deixar o mato cobrindo a terra para o solo não sofrer erosão.
Meruoca já se encontra em cima da serra. Lá é uma Área de Preservação Ambiental (APA), então há tempos se deixou de queimar roçado. A terra é vermelha e mais consistente, parecida com o barro, além de muito úmida. A maior parte dos PAIS lá vão se misturando com a mata nativa que também é bem presente no quintal. O sistema de irrigação de gotejamento dá certo e ajuda na economia de água.
Amontada está no sertão. Lá, dá mais trabalho montar os canteiros circulares, porque o barro é duro de cavar e revolver – nada que mais dias de trabalho não resolvam. O sistema de gotejamento funciona perfeito, pois a gota que sai se espalha e agoar o canteiro todo precisa de pouca água. Além disso, como a umidade do ar é baixa, é bom molhar as folhas. Para quem cria animais, vale a pena cercar o PAIS e deixar os bichos soltos.
No final, todos satisfeitos.
Em breves minutos de conversa com qualquer uma das famílias beneficiárias se escuta que a vida de cada uma delas mudou. E pra melhor. Legumes e verduras que antes eram esporádicos passaram a ser parte do cardápio diário, proporcionando uma alimentação mais saudável. Há quem crie galinhas para comer, há quem crie galinhas para pôr ovos, mas em ambos os casos a proteína da alimentação também está garantida. Lucros, podemos contabilizar os monetários, como a venda do excedente da produção em mercados, feiras e programas governamentais de aquisição de alimentos, e os não-monetários, uma vez que as famílias também deixaram de comprar vários alimentos porque passaram a produzir em casa. Podemos dar destaque também para a questão da qualidade de vida a partir da mudança da forma de manejar a produção, deixando o tempo mais livre para as pessoas se dedicarem a outras ocupações.
Além disso, entra o aproveitamento dentro do próprio sistema. Matéria orgânica e esterco de galinha vira adubo – e estrume de galinha é uma maravilha para plantar cebolinha. O que sobra da horta também vai alimentar os animais, o que dá mais saúde para eles e economiza também na ração. Defensivos, só os naturais, feitos de plantas que se encontram nas proximidades, como o álcool com castanha e o produzido a partir do nim.
O PAIS se integra aos quintais das famílias – ou é ele mesmo o próprio quintal. Fortalece a ideia de que o semiárido cearense é terra boa, de produção. Cada família deu a sua cara para os canteiros circulares. Perto das hortaliças, tem plantas medicinais, tem milho e feijão – provando que o roçado não é a única alternativa, tem flores para atrair as abelhas, tem até amora, uma fruta considerada de climas frios. E tudo dá.
Leia MaisÉ comum ouvir das bocas dos agricultores que uma das partes mais importantes dos projetos é a assessoria técnica e os aprendizados que ela leva.
Leia MaisO evento reunirá 200 delegados de todas as regiões do Ceará que realizaram as conferências territoriais. Os debates seguem até sexta-feira (16).
Começa nesta quinta-feira (15), a Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). O evento será no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza, e reunirá representantes
Leia MaisMais um intercâmbio para trocar experiências, conhecer pessoas e visitar lugares. Dessa vez o destino foi o Assentamento Boa Vista, em Quixadá, que recebeu agricultores e agricultoras dos Assentamentos São Francisco e Nossa Senhora de Fátima, ambos de Canidé. O sentimento geral da chegada é de vontade de conhecer, de ver esse tal quintal produtivo que cada um deles vai começar a executar em sua unidade.
O intercâmbio, por sua vez, é mais uma das etapas formativas pelas quais as famílias passam dentro do Projeto Cisternas de Enxurrada, executado pelo CETRA, com o apoio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado do Ceará, nos territórios do Sertão Central, Sertões de Canidé e Vales do Curu e Aracatiaçu. A ideia é justamente levar as famílias beneficiárias para conhecer experiências já mais avançadas daquilo que elas vão executar.
O Assentamento Boa Vista é formado por 24 famílias e a maioria trabalha com agricultura. A água, no local, não é um fator limitante, pois existem açudes e todo mundo já conta com a cisterna de placa de 16 mil litros da água de beber. Eles ainda têm alguns projetos comunitários, como uma horta e uma casa de ordenha, que também foram visitados pelos intercambistas. Mas vamos pelo começo.
A primeira parada foi na casa de seu Ismael Oliveira, que, desde 2005, não compra nem utiliza gás butano em casa. O que aconteceu é que ele montou um biodigestor no quital e, a partir de então, o gás utilizado para cozinhar é produzido a partir da fermentação do esterco de gado. Além disso, o esterco que sai depois do processo que extrai o gás já é curtido, ideal para ser utilizado como adubo para as plantas. Fato interessante nesse processo é que o gás produzido só não é agressivo ao meio ambiente se ele for queimado.
Depois, foi a hora de conhecer o quintal da dona Lurdes Oliveira, que mora e trabalha com o esposo, seu José. Sua casa foi o primeiro quintal produtivo da comunidade e surgiu depois que ela começou a participar do Projeto Dom Helder Câmara, executado pelo CETRA. Dona Lurdes fez um curso de agroecologia por 8 meses e conta, com emoção, que foi, aos poucos, superando a depressão que sofria através da atividade produtiva. Saiu, fez vários intercâmbios em Itapipoca. Além da cebolinha, do coentro, do mamão e das outras plantas que cultiva, colheu também auto-estima e hoje é a tesoureira da associação comunitária. Boa parte da alimentação que consome vem do quintal e ela praticamente só compra produtos industrializados.
Como dona Lurdes está no lugar desde o começo do assentamento, em 2000, ela acompanha também a evolução da comunidade. Um dos destaques, ela conta, foi a chegada da assistência técnica para os agricultores, pois já é possível perceber que hoje tem bem menos queimada.
Em seu quintal, ela experimenta. Além das frutas, legumes e hortaliças, tem flores, porque “são eficientes contra as pragas, já que atraem os insetos para e
las”. A irrigação também foi um problema resolvido com criatividade. Antes era preciso um dia inteiro andando de um lado para o outro para agoar todas as plantas. Até que surgiu a ideia da irrigação usando mangueira e cotonetes, com um motor para bombear água do açude. Deu certo e hoje o quintal todo é irrigado, ela vai só abrindo e fechando as chaves e, em pouco tempo, as plantas estão agoadas. O tempo economizado serve para fazer outras coisas.
A visita seguinta foi ao quintal de dona Helena, que começou com cheiro verde e depois as várias bananeiras. Ela conta que as bananeiras foram ideia das mulheres da horta, que os homens achavam que não ia dar certo. Teimou. Hoje produz dois tipos de banana no quintal.
A horta comunitária é uma experiência a parte. Começou em 2005, através do Projeto Dom Helder Câmara, com um grupo de jovens, mas eles não tocaram e as mulheres assumiram. Depois, algumas se retiraram para cuidar dos quintais e hoje são três famílias que tomam conta. Dona Lurdes diz que visitar a horta é uma boa forma de entender a diferença entre o orgânico e o agroecológico, pois todos os produtos sã
o cultivados sem agrotóxicos, mas alguns canteiros não são montados da forma mais respeitosa ao meio ambiente.
A última experiência visitada foi a da casa de ordenha, também comunitária, quem envolve 10 famílias. Foi meio que por acaso. O projeto tinha recurso e a intenção inicial era ampliar a horta, mas como não dava, optaram por comprar cabras e depois o tanque de resfriamento.
Os aprendizados do dia foram muitos. Seu Zé Cacau, assentado do São Francisco, está decidido a construir um biodigestor e gostou muito de saber que pode combater o cachorro de areia com defensivos naturais. Gonzaga também está empolgado: “vou plantar horta e perto colocar as frutas, criar pinto, frango, que o cocô do pinto serve de adubo e eles mesmos também comem as plantas que já estão mais secas”. E acrescenta: “tomara que, no futuro, alguém vá visitar a gente também”.
Joseano é o presidente da Associação do assentamento São Francisco e também é pedreiro de cisterna. Ele diz que o intercâmbio vai aumentando o conhecimento de todo mundo. “Eu fiquei feliz de ver a preocupação de alguns assentados com o meio ambiente”, comenta.
Dona Letícia, do assentamento Nossa Senhora de Fátima, gostou muito. “Vou fazer os canteiros, que eu sou louca por verdura, e no meu quintal quero coqueiro também”, diz ela empolgada para começar a sua produção.
O dia seguinte foi o momento de discutir com mais profundidade e de os intercambistas desenharem os mapas dos lugares visitados. Depois, hora de voltar para casa. Alguns deles já estão com as cisternas prontas, outros com ela em construção, mas em todos, depois do intercâmbio, o ânimo e a certeza de que vai dar certo.
Leia MaisRiacho do Meio é uma comunidade que fica entre Choró-Limão e Quixadá, pertinho da estrada. Lá moram homens e mulheres que trabalham
Leia MaisÉ mais ou menos uma hora de estrada da sede de Canidé pra chegar na comunidade de Carnaubal. A casa onde seu Lindomar Leitão vive com a esposa Angerlânia e as filhas Natália e Nayara tem um quintal produtivo onde ele cultiva de forma agroecológica. Começou a plantar sem usar veneno porque era caro, depois, com as campanhas de conscientização, viu que era ruim e a prática provou que não precisava. O quintal produtivo já o fez parar de comprar as verduras no mercado: mamão, coentro, cebolinha, pimenta de cheiro, pimentão… Tudo vai da terra direto para a mesa. E, o que sobra, para a Feira da Agricultura Familiar, todas as quartas-feiras na Praça Azul, no centro da cidade.
Na terça, dia 14 de fevereiro, seu Lindomar foi fazer uma experiência diferente no seu quintal. Ele recebeu 19 agricultores e agricultoras vindos do Assentamento Todos os Santos e das comunidades Cacimba Nova e Fresco dos Almeidas, além dos técnicos do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) para um intercâmbio. A ideia era conhecer essa área produtiva, o quintal, porque estes agricultores visitantes são todos beneficiários do Projeto Cisternas de Enxurrada e vão, agora, começa a cultivar seu próprio quintal agroecológico. Visitar a experiência do seu Lindomar foi uma das etapas do processo, que já contou com um curso de formação e ainda tem um intercâmbio interestadual.
O ânimo é geral, mesmo antes da visita. Um exemplo é Gilson Barbosa, assentado do Todos os Santos. Ele diz que adora plantar e criar e já desenhou no mapa como quer seu quintal formado. “Aqui é onde vou plantar as frutas, aqui eu planto as hortaliças, aqui eu chamo minha farmácia viva e aqui é o meu roçado, tudo perto da casa”, explica ele, apontando no papel.
Seu Lindomar começa a contar sua trajetória. Ele diz que, primeiro, a maior dificuldade do plantio é a água, “se tiver é só querer que dá certo”. E como Carnaubal tem um açude, a vontade deu certo. Ele planta consorciado pimenta de cheiro e pimentão, que “aí as pragas se dividem também e um aproveita a água do outro”. O mato serve como adubo orgânico e ajuda a mantar a umidade perto da terra. Ensina também que no canteiro você economiza adubo e trabalho se colocar o estrume só na vala em que vai plantar, daí dá para aproveitar o canteiro o ano todo, é só ir ajeitando. Para garantir, ainda coloca uma garrafa de vidro virada de cabeça para baixo em um pedaço de pau – “afasta o mau olhado, quando você tem um canteiro bonito, diz que é bom”. Depois do quintal do seu Lindomar, todos foram conhecer o quintal do pai dele, seu João, que mora ao lado. Os altos pés de mamão e as grandes goiabas e bananas deixaram todo mundo ainda mais empolgado.
Passada a visita, foi numa metodologia de roda de conversa que todo mundo deixou suas impressões. Para Braz Cavalcante, do Assentamento Todos os Santos, foi muito interessante a forma de organizar, colocando tudo nos canteiros. “Eu acho que a experiência mais importante foi a do estrumo, de colocar só onde planta e não no canteiro todo”. Gilson também destaca que as plantas servem não só como alimento, mas como medicina.
Rita da Silva, do mesmo assentamento, diz que “com certeza vou colocar o estrumo só nas valetas, que nem eu aprendi com o seu Lindomar”. Ela e a irmã, Francisca – mas que todo mundo conhece como Adriana, não conheciam essa metodologia dos canteiros e agora estão ansiosas que seus quintais comecem para poder aplicar. No começo, ambas ficaram meio desconfiadas, mas depois do curso do projeto começaram a achar que ia dar certo mesmo. Hoje as duas trabalham em casa e ajudam os respectivos maridos nos roçados, mas quando o quintal chegar as coisas vão ser diferentes. “Vai ser o meu canto”, diz Adriana, “mesmo que o marido ajude, como ele já ajudou limpando”. Ainda sobre o intercâmbio, Adriana leva outro lado: “é muito bom. A gente demora muito para sair de casa, então é tudo novidade: vir, ver o caminho e a casa do seu Lindomar, conversar…”
Albertina Carneiro é da comunidade Cacimba Nova. Ela diz que logo quando chegar vai “passar para o marido a história dos canteiros, de colocar o estrume só na valeta, para ele economizar adubo e trabalho”. Ela e os dois filhos já ajudam o companheiro na plantação, perto do Rio Xinuaquê, e também já planta um pouquinho no seu quintal por isso se interessou pela ideia das cisternas de enxurrada e quis participar do projeto. Além disso, eles não usam agrotóxicos nem queimam nada. Quando os problemas vão aparecendo, eles vão inventando.
Depois da troca de impressões, foi o momento lúdico, de cada grupo desenhar o mapa do quintal que haviam visitado. Apresentaram, apontaram um ao outro, “faltou isso”, “olha aquilo”, “isso tá no lugar errado”, mas sempre com companheirismo e diversão, elogiando também os mapas que os colegas haviam desenhado.
Ao final, a avaliação positiva foi geral. Todo mundo falou do aprendizado, de que era a hora de ver o que ia começar a fazer, mas também conhecer lugares novos, pessoas novas, fazer amizades, se divertir. Seu Lindomar que, quando foi marcado o intercâmbio, ficou imaginando como seria, mas gostou muito. “Tanto de receber o pessoal das outras comunidades como de receber os técnicos, porque aproxima da gente”, acrescenta. Ele diz que também aprendeu algumas coisas e finaliza: “se Deus quiser, quem sabe, a gente muda essa história do Canidé, muda essa política e faz até um galpão da agricultura familiar, que nem já tem em outras cidades”.
Leia MaisMudanças significativas são vistas e sentidas rapidamente. Foram oito meses de 2011 em que o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA), em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), trabalhou na implantação 150 sistemas PAIS nos Territórios da Cidadania Vales do Curu e Aracatiaçu e Sertão Central. Atualmente todos os PAIS estão em produção, e passando por uma oficina de Gestão de Finanças Solidárias e Comercialização, para iabilizar ainda mais o acesso dos produtos agroecológicos ao consumidor.
O PAIS, Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, é uma tecnologia social que busca fortalecer a estratégia familiar na produção de alimentos saudáveis, implantando na unidade produtiva de cada família, um sistema de produção circular onde a criação de pequenos animais fica ao centro e a produção vegetal ao redor. Baseado nos princípios da agroecologia de produzir em harmonia com o meio ambiente, o PAIS coloca um sistema de irrigação de gotejamento integrado , reduzindo o uso de recursos hídricos e de energias não-renováveis.
Nos relatos dos agricultores se fala sempre em melhoria da qualidade de vida. Tanto na alimentação diária, quando passaram a consumir verduras e hortaliças, como na geração de renda familiar através da venda do excedente nas feiras, as famílias constatam que produzir agroecologicamente de forma integrada dá certo.
O uso desta tecnologia social para superar a pobreza não entrou só na questão monetária, mas também na criação – ou resgate – de um estilo de vida tendo como centro o meio rural como espaço de potencialidades.
Falar de resultados subjetivos é um pouco mais difícil, mas pode-se destacar a mudança na forma de fazer agricultura para uma mais sustentável, sem aplicar produtos químicos e diminuindo o desmatamento, conscientização de consumidores sobre o produto agroecológico, geração de renda através da comercialização em diversos mercados, além dos intercâmbios que aconteceram cotidianamente, organizados e pensados espontaneamente pelos agricultores a partir da idéia de que conhecimento se constrói de forma coletiva e conhecer experiências é uma das formas de pensar soluções para problemáticas comuns.Vale destacar também a interação cultural que se gera no espaço da feira, um dos tradicionais espaços lúdicos do campo, fortalecendo a identidade entre as famílias e o espaço onde vivem e fortalecendo a organização comunitária.
O Espaço Cultural Bar e Restaurante Dona Chica dessa vez vai ficar colorido com as tonalidades e texturas de um meio rural retratado por jovens de comunidades e assentamentos federais. 25 de janeiro, próxima quarta, é a data da abertura da Exposição Itinerante “Um Novo Olhar da Juventude sobre o Meio Rural”
Leia MaisO ano de 2014 será o ano da agricultura familiar em todo o planeta, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão, comemorada por agricultores familiares, inclusive capixabas, foi classificada como o reconhecimento das ações da militância e da resistência camponesa, resultado de uma luta de mais de 350 organizações de 60 países desde 2008.
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