A última segunda-feira, 7 de maio, ganhou sabores especiais no Assentamento Maceió.
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Leia MaisO dia 3 de maio de 2012 ficará sempre marcado na história da assessoria técnica do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador. Nesta manhã, a equipe técnica do CETRA, acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Choró, chegou às comunidades de Cafundó e Escondido para mobilizar famílias a participarem do Projeto Caminhos da Sustentabilidade – ATER Semiárido.
As duas comunidades tem um acesso extremamente dificultoso, passando por pedras e córregos e, por isso, a conquista de políticas públicas também se torna esparsa.
Contrariando os mitos, as 30 famílias que moram por estas comunidades são produtoras e vivem de seu próprio jeito, convivendo com seus desafios. Em Cafundó, foram encontradas cacimbas d’água de boa qualidade para o consumo humano e cursos d’água para os diversos usos da família, além de criação de galinhas, vegetação nativa e plantio de hortaliças como atividades desenvolvidas pelas famílias.
No diálogo entre a instituição, através da técnica Maria Ivanilde, e as famílias agricultoras, foi demonstrado o desejo, por parte destas, da assistencia técnica rural em organização social e produtiva, mas também foi ressaltada a importância de respeitar a realidade local, pois aquelas pessoas tem a sua forma de conviver e interagir com o seu meio.
Reconhecendo a importância e buscando potencializar ainda mais a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), o Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA), respondendo à chamada pública do Semiárido
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Leia MaisA I Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará ocorreu nos dias 15 e 16 de março e foi coordenada por uma comissão estadual com 28 representantes da sociedade civil, envolvendo os movimentos sociais, sindicais, representantes de entidades executoras ATER, representação dos agricultores, quilombolas, indígenas, pescadores, juventude e poder publico. O evento reuniu 245 delegados, entre poder público e sociedade civil, eleitos nos 13 territórios rurais do Ceará nas Conferências Territoriais, além dos delegados natos da comissão estadual e conselheiros do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável.
Os grupos de trabalho discutiram o documento base da Conferência, com destaque para as chamadas públicas e os desafios em sua operacionalização. Desta Conferência, saíram propostas contemplando diversas questões, como gênero e agroecologia. Todas as propostas serão discutidas e concluídas em um único documento nacional durante a Conferência Nacional de ATER, que acontecerá entre 23 e 26 de abril, em Brasília, e na qual o Ceará será representado por uma delegação com 40 pessoas, sendo 13 do poder público e 27 da sociedade civil, estes divididos em 20 agricultores e agricultoras familiares e sete entidades executoras de ATER.
As sete entidades eleitas fazem parte da Rede Cearense de ATER e estão divididas entre quase todos os territórios rurais do Estado. Neila Santos, representante da Rede Cearense de ATER na comissão estadual e da coordenação colegiada do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador é delegada pelo CETRA, que representa os territórios do Sertão Central e Vales do Curu e Aracatiaçu. Ela avalia a Conferência Estadual como muito positiva. “As discussões, elaboraram propostas buscando atender a realidade dos agricultores e agricultoras e dos técnicos e técnicas que prestam a assistência. Estamos saindo para defender uma ATER continuada e permanente, adequada à realidade das famílias e que contemple as especificidades de cada local”, afirma ela.
Túlio Tárcio Coêlho, também da Rede Cearense de ATER e da coordenação da COPASAT, concorda quando diz que a esperança dessa Conferência Nacional é adequar a Lei de ATER à necessidade da agricultura familiar. Ele explica que o grande problema é o excesso de burocracia, a grande especificidade dos serviços da chamada pública e a não flexibilização desses serviços – “o pacotaço no qual a família não é sujeito, e isso é assistencialismo”. “A Lei de ATER foi construída com princípios contemporâneos, como a agroecologia, mas ela entravou na burocracia, não permite que o agente trabalhe com as demandas que nem sempre são programadas. A luta é para a Conferência avançar para um Plano não assistencialista. E essa é só a primeira, tem que ter sempre para ir se adequando”, acrescenta.
Leia MaisO evento reunirá 200 delegados de todas as regiões do Ceará que realizaram as conferências territoriais. Os debates seguem até sexta-feira (16).
Começa nesta quinta-feira (15), a Conferência Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). O evento será no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza, e reunirá representantes
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